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//! Contrato de autenticação do framework — sem dependência de criptografia.
//!
//! `serverust-core` **não** implementa autenticação. Ele define apenas onde a
//! decisão "esta requisição pode seguir?" é tomada, e deixa outro crate dizer
//! quem é o requisitante. Isso mantém o core livre de cripto (ADR 0009) e faz
//! com que qualquer implementação de autenticação — inclusive uma escrita pelo
//! usuário — herde o default deny apenas inserindo os marcadores daqui.
//!
//! # Como as peças se encaixam
//!
//! ```text
//! Layer de autenticação (App::layer) ← roda por FORA, em todas as rotas
//! insere AuthEnabled sempre
//! insere Authenticated se a credencial for válida
//! ↓
//! AuthGate (App::route) ← roda por DENTRO, só em rota não-pública
//! AuthEnabled presente e Authenticated ausente → 401, handler não executa
//! caso contrário → segue
//! ```
//!
//! A ordem sai correta por construção: `App::layer` envolve o router inteiro,
//! enquanto o [`AuthGate`] embrulha o `MethodRouter` de cada rota. O layer de
//! fora sempre popula as extensions antes de o portão de dentro lê-las.
//!
//! Sem nenhum layer de autenticação instalado, o `AuthEnabled` nunca aparece e
//! o portão deixa tudo passar: quem não usa autenticação não muda de
//! comportamento.
use Pin;
use Arc;
use ;
use Request;
use ;
use StatusCode;
use WWW_AUTHENTICATE;
use Parts;
use pin_project;
use ;
/// Visão de autorização sobre a identidade da requisição, apagada de tipo.
///
/// Vive no core, e não no crate de autenticação, porque é **contrato** e não
/// implementação: não toca cripto, não sabe o que é um JWT, e é o que permite
/// que a macro `#[authorize]` gere código sem depender de qual crate
/// autenticou a requisição.
///
/// A implementação de autenticação publica um `Arc<dyn AuthzFacts>` nas
/// extensions; os guards de autorização leem de lá.
///
/// `has_scope` e `has_role` têm default `false`: um tipo de claims que só
/// carrega identidade nega toda autorização em vez de concedê-la por omissão.
/// Marcador de que **existe autenticação instalada** nesta aplicação.
///
/// Uma implementação de autenticação insere isto nas extensions de toda
/// requisição que passa por ela, independentemente de a credencial ser válida.
/// É o que liga o [`AuthGate`]: sem este marcador o portão é inerte.
;
/// Marcador de que **esta requisição traz identidade válida**.
///
/// Inserido pela implementação de autenticação somente quando a credencial foi
/// verificada com sucesso. O [`AuthGate`] não olha *quem* é o requisitante —
/// só se há identidade. Quem precisa dos dados usa o extractor tipado do crate
/// de autenticação.
;
/// Motivo estável pelo qual a autenticação falhou, registrado pela
/// implementação para que o [`AuthGate`] o repasse ao cliente.
///
/// Sem isto o portão só saberia dizer "faltou identidade", e códigos úteis
/// como `token_expired` — que dizem ao cliente para renovar em vez de
/// reautenticar — se perderiam, porque o portão rejeita **antes** de qualquer
/// extractor rodar.
///
/// O conteúdo é `&'static str` de propósito: o core não interpreta credencial
/// e não deve alocar no caminho de rejeição.
;
/// Marcador que **desliga** o [`AuthGate`] em toda a aplicação — o escape
/// hatch `.allow_unannotated()` da decisão 5 da ADR 0009.
///
/// Existe para migração de serviço existente: instalar autenticação fecha
/// todas as rotas de uma vez, e marcar dezenas de `#[public]` num único PR é
/// onde o erro entra. Uma linha visível no builder é preferível à omissão
/// distribuída por N rotas — e é o nome dela que desencoraja permanecer.
///
/// Não afeta `#[authorize]`: aquilo é autorização explícita, e afrouxar o
/// default não é o mesmo que abrir mão do que foi pedido de propósito.
///
/// É marcador de request, e não flag de montagem, para que a ordem do builder
/// continue irrelevante: `.allow_unannotated()` antes ou depois de `.route()`
/// dá o mesmo resultado.
;
/// Portão de rota que implementa o **default deny**: com autenticação
/// instalada, a rota só executa se a requisição estiver autenticada.
///
/// Aplicado automaticamente por [`crate::App::route`] a toda rota que não seja
/// marcada como pública via [`crate::Route::public`]. Raramente é usado
/// diretamente.
///
/// Rejeitar aqui, e não no layer de autenticação, é o que permite que rota
/// pública e rota esquecida sejam tratadas de forma diferente: o layer roda em
/// todas as rotas e não sabe qual delas casou, enquanto o portão só existe no
/// caminho das rotas que exigem identidade.
;
/// Service produzido por [`AuthGate`].
// Clone manual: o derivado adicionaria bound desnecessário em cenários com
// `S` não-Clone, e queremos o mesmo requisito que o axum já impõe.
pin_project!
/// Resposta 401 do portão, com o motivo estável informado.
///
/// `WWW-Authenticate: Bearer` segue a RFC 6750 §3 — sem esse header o cliente
/// não sabe qual esquema usar.
///
/// O motivo vem do [`AuthFailure`] quando a implementação registrou um (e aí
/// carrega a precisão dela: `token_expired`, `invalid_issuer`, ...); na
/// ausência dele é `authentication_required`, que significa rejeição por
/// política da rota, sem tentativa de interpretar credencial.
/// Verificação de autorização gerada pela macro `#[authorize]`.
///
/// Fica no core, e não na macro, por dois motivos: o código emitido no crate
/// do usuário encolhe para uma chamada, e a política de rejeição passa a ter
/// um lugar só — corrigi-la não exige recompilar quem já gerou o guard com
/// uma versão antiga da macro.
///
/// Semântica: **todos** os escopos e **todos** os papéis listados são
/// exigidos (AND). Empilhar `#[authorize]` também conjunta. Exigência
/// alternativa (OR) não é expressável hoje, de propósito: um `any_of`
/// ambíguo entre "qualquer um destes" e "qualquer um de tudo" é exatamente o
/// tipo de default que a ADR 0009 pede para não existir.
///
/// Falha fechado em duas frentes:
///
/// - **Sem fatos nas extensions** — seja porque não há autenticação
/// instalada, seja porque a rota é pública — a resposta é 401. Uma rota que
/// pede autorização e não tem de onde extrair identidade não pode executar.
/// - **Fatos presentes sem o escopo/papel** — 403 `insufficient_scope`,
/// o código da RFC 6750 §3.1.
// O `Result<_, Response>` é a assinatura do `Guard::check`, que esta função
// alimenta: boxar aqui só adicionaria uma alocação no caminho de rejeição
// para desboxar em seguida.
/// Resposta 403 de autorização negada.
///
/// O corpo espelha o do 401 (`error` + `reason` estável) para que o cliente
/// ramifique da mesma forma nos dois casos. Sem `hint` mesmo em debug: aqui a
/// rota **está** anotada, e o que falta é permissão do principal — não há
/// anotação a sugerir ao desenvolvedor.